Personalidade
Em comemoração ao Dia das Crianças, a coluna Personalidade de hoje, apresenta um garoto de 12 anos, que estuda no Colégio Estadual Carolina Lupion. Ele é um pré-adolescente igual a qualquer outro garoto de sua idade. Gosta de brincar com os amigos, vai à escola todos os dias, diverte-se com alguma travessura e aprecia boa amizade. De origem simples, alimenta desde cedo o sonho de ingressar em uma Universidade, apenas falta-lhe decidir pela Medicina ou Agronomia.
Seu
currículo escolar lhe permite sonhar alto, já que a média de nota gira
em torno de 9,5 em todas as matérias. Ele fala inglês, gosta de
matemática e língua portuguesa e não aprecia jogos eletrônicos. Segundo
ele os jogos de computadores neutralizam a racionalidade e não oxigena a
inteligência. Disse ainda que se pudesse convenceria seus amiguinhos a
desenvolver o hábito da leitura diariamente. Afirmou que dos programas
de televisão que assiste, o Fantástico da Rede Globo e a programação da
TV Cultura são os melhores de todos.
Sente-se
triste ao saber que o ser humano está comprometendo a vida no planeta e
afirmou que é preciso fazer algo urgente para conter o desmatamento na
Amazônia. Disse que se pudesse votar, não votaria no Presidente Lula e
afirmou que os políticos devem exercer seus mandatos com decência,
porque receberam seus cargos através da confiança do voto povo.
Ele
é torcedor do Santos Futebol Clube, e o chocolate é seu alimento
preferido. Afirmou que as crianças precisam desenvolver desde cedo o
senso crítico, para não serem manipuladas no futuro e pediu um presente
para os adultos nos dia das crianças.
Na coluna de hoje, Alessandro Augusto Silva Sousa.
Circulando:
Alessandro, você disse que quer ser médico ou engenheiro Agrônomo. São
duas profissões distintas, onde está a dúvida para a escolha certa?
Alessandro:
Minha dúvida é saber em qual das duas profissões serei mais útil. Não
sei se devo fazer medicina para curar os males do ser humano e também
ajudar a prevenir doenças e realizar partos, ou se devo seguir a
carreira de agrônomo para ajudar a produzir mais alimentos para saciar a
fome da humanidade.
Circulando: Você não acha que ainda é cedo para pensar nisso e que deve aproveitar mais sua fase de criança?
Alessandro:
Mas eu aproveito. Eu brinco com meus amigos, gosto de jogar futebol,
queimada e jogo capoeira. Faço tudo que gosto para aproveitar minha
fase. Mas sei que é preciso pensar em fazer algo para melhorar a vida
aqui na terra. Quero que outras crianças como eu também tenham
oportunidade de brincar no futuro.
Circulando: O que faz você pensar que nosso futuro está comprometido?
Alessandro:
Leio e vejo várias reportagens sobre o aquecimento global e os reflexos
que isso trará no futuro. O desmatamento da Amazônia é um crime que
pode ser solucionado, mas, o que dá a entender. é que existe uma má
vontade de resolver o problema. Enquanto isso, vivemos a incerteza de
que, no futuro, crianças como eu não terão as mesmas oportunidades que
tenho.
Circulando: Como você resolveria o problema se tivesse o poder para isso?
Alessandro:
Com medidas enérgicas. Não podemos comprometer a espécie. Todo mundo
sabe que, sem as florestas, a vida na terra será insuportável. Vai
faltar água, comida e esperança. Temos que fazer algo agora. Não dá para
acreditar que, muito embora os veículos de comunicações divulguem as
atrocidades que a natureza vem sofrendo, as autoridades não tomem
nenhuma providência. Se eu tivesse o poder, defenderia a Amazônia e
todas as reservas ambientais com o máximo rigor.
Circulando: O que você sente quando vê reportagens mostrando o desrespeito com a natureza?
Alessandro:
Sinto raiva. Primeiro, por não poder fazer nada para conter o
desmatamento e, segundo, por ver o ser humano trocar a tranqüilidade de
uma vida segura por uma quantia em dinheiro. Isso
sem contar que a vida animal está totalmente comprometida. É lamentável
ver os olhinhos assustados dos animais nos dizendo que seu território
está sendo invadido e destruído. (os olhos brilham) Quando vejo isso, eu
choro, sabia!
Circulando: Temos a informação de que você é campeão de notas na escola. Tem algum segredo para tirar notas boas?
Alessandro:
Tem sim. Basta prestar atenção nas aulas e perguntar ao professor caso
não entenda sobre um determinado assunto. Depois que se aprende, não se
esquece mais. Não se estuda para prova e sim para testar seus
conhecimentos nas provas.
Circulando: Como você divide suas atividades?
Alessandro: Aprendi com meus pais que é importante dividir o tempo. Tenho tempo para brincar e para estudar.
Alessandro:
Gosto mais de livros. A pesquisa em computadores são muito mais
dinâmicas, porém, mas é mais difícil de absorver conhecimento. Está tudo
pronto, basta uma busca e tudo que está ali está relacionado ao
assunto. Isso implica num comodismo e consequentemente falha no
desenvolvimento da inteligência.
Circulando: que livro você recomenda para seus amigos?
Alessandro:
Tem muitos títulos interessantes, mas creio que “Memórias de um Cabo de
Vassouras” vai ajudar muito a despertar o gosto pela literatura
juvenil. O hábito da leitura é importante por vários fatores, um deles é
o bom desenvolvimento do raciocínio e aguça a inteligência.
Circulando: O que você acha que falta na cidade?
Circulando: Ano que vêm, vai ter eleições para prefeitos e vereadores, você sabe alguma coisa de política?
Alessandro:
Não muito. O pouco que sei me decepciona. São poucos os políticos que
realmente têm programas que beneficiem a maioria da população. O que
vejo na televisão e jornais, são políticos pensando neles mesmos.
Circulando: O que você pensa do Presidente da República?
Alessandro: Como disse, sei pouco sobre isso. Mas acho que ele deveria assumir algumas falhas em seu governo.
Circulando: Se você pudesse votar hoje, votaria no atual presidente?
Alessandro: Não.
Circulando: Por quê?
Alessandro:
É difícil acreditar num líder que não assume suas responsabilidades.
Ele vive dizendo que não sabe de nada. Se ele não sabe o que acontece de
errado, como pode dirigir um País que precisa de acertos?
Circulando: Se você pudesse pedir aos lideres mundiais um presente no dia das crianças, qual seria esse presente?
Alessandro:
Pediria para eles colocarem as pessoas de volta na Terra. Pediria que
cessassem as guerras e a devastação do meio ambiente, para que nosso
presente seja a garantia de um futuro melhor para todos nós.