segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Garantia da Lei e da Ordem

Garantia da Lei e da Ordem Por Eleutério Gouveia Sousa (Leitor do Jornal), em 2022/10/22 15 leram | 0 comentários | 2 gostam Tempos escuros merecem discernimento Redução do preço do dólar nesta sexta-feira indica que Bolsonaro vai aplicar a GLO após as elições 1) Na sexta-feira, dia 21/10/2022, o dólar fechou cotado a R$ 5,16 - o mesmo dólar de 03/10/2022, o dia seguinte ao primeiro turno da eleição. 2.1) Parece que toda aquela alta decorrente da instabilidade provocada pelo fator Lula se dissipou. Como as eleições nunca foram limpas em nenhum momento e como o presidente já acenou para uma reposição da lei e da ordem, tudo indica que ele vai aplicar a GLO, uma vez passado o segundo turno das eleições. O relatório das Forças Armadas ser-lhe-á entregue e ele tomará as medidas necessárias. 2.2) A aplicação da garantia da lei e da ordem vai resolver os problemas de insegurança jurídica crônicos que nós temos - o que explica a queda do dólar, mas isto não esgota a explicação: outra explicação plausível para a redução do preço da divisa americana está no fato de que está havendo uma preponderância do capital produtivo sobre o especulativo. Como Bolsonaro está concentrando interesses do mundo inteiro a ponto de fazer do Brasil uma nova fábrica do mundo, a tendência é que ocorra uma pressão para baixo - o que explica a deflação, como bem apontou o colega Diogo Forjaz, em seu canal no Youtube. 3) Por conta de todos estes fatores e por conta de tudo o que ocorreu ao longo do mandato, temos a seguinte verdade sobre estas eleições: Bolsonaro é o grande vencedor moral destas eleições, pois ele expôs todo o sistema, todo o mecanismo de dominação neocomunista. Nunca foi tão fácil escolher entre o bem e o mal, pois as coisas estão patentes.

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

A importância da leitura

É preocupante a falta de cultura geral. |Isso vai implicar no futuro do país... Los analfabetos de hoy (Jesús Quintero) Siempre ha habido analfabetos, pero la incultura y la ignorancia siempre se habían vivido como una vergüenza. Nunca como ahora la gente había presumido de no haberse leído un puto libro en su jodida vida, de no importarle nada que pueda oler levemente a cultura o que exija una inteligencia mínimamente superior a la del primate. Los analfabetos de hoy son los peores porque en la mayoría de los casos han tenido acceso a la educación, saben leer y escribir, pero no ejercen. Cada día son más y cada día el mercado los cuida más y piensa más en ellos. La televisión cada vez se hace más a su medida. Las parrillas de los distintos canales compiten en ofrecer programas pensados para una gente que no lee, que no entiende, que pasa de la cultura, que quiere que la diviertan o que la distraigan, aunque sea con los crímenes más brutales o con los más sucios trapos de portera. El mundo entero se está creando a la medida de esta nueva mayoría, amigos. Todo es superficial, frívolo, elemental, primario… para que ellos puedan entenderlo y digerirlo. Esos son socialmente la nueva clase dominante, aunque siempre será la clase dominada, precisamente por su analfabetismo y su incultura, la que impone su falta de gusto y sus morbosas reglas. Y así nos va a los que no nos conformamos con tan poco, a los que aspiramos a un poco más de profundidad. Jesus Quintero Jesús es un periodista, escritor, director y presentador de programas de radio nacido en 1940 en España. Para 1981 iniciaría su programa «El loco de la colina», mismo que lo llevaría a ser un fenómeno televisivo de fama internacional. En dicho programa, proclama este fuerte y tajante mensaje directo a su teleaudiencia. Dicha proclama, pienso, más que describir la sociedad de la época, ha sido premonitoria a lo que realmente vendría, en sus palabras predice la llegada de un mundo con contenido cada vez más simple y acortado. A 40 años de ese discurso, podemos ver el avance acelerado de esa nueva realidad con la llegada de plataformas como Tiktok, el aborrecimiento a cualquier contenido largo o la simpleza de la música de moda que hacen tan acertadas y premonitorias las palabras de Jesús Quintero.

SEM ASSUNTO!

NESTAÉPOCA MUITA GENTE CAI FORA MAS DEPOIS RECLAMA REFLEXIÓN PARA MUCHOS !!! Un ratón mirando por un agujero de la pared, ve al granjero y su esposa abrir un paquete. Quedó aterrorizado al ver que era una trampa para ratones. Fue corriendo al patio a advertirle a todos. Hay una ratonera en casa!. La gallina que estaba cacareando y escarbando le dice: "disculpe sr. ratón yo entiendo que es un gran problema para usted pero a mí, no me perjudica en nada", entonces fue hasta el cordero y le dice lo mismo: "disculpe sr. ratón pero no creo poder hacer algo mas que pedir por ud. en mis oraciones", el ratón se dirigió a la vaca y ella le dijo: "¿pero acaso estoy en peligro? pienso que no! dijo la vaca", el ratón volvió a la casa, preocupado y abatido para encarar a la ratonera del granjero. Aquella noche se oyó un gran barullo como el de la ratonera atrapando su víctima, la mujer corrió a ver que había atrapado. En la oscuridad ella no vio que la ratonera atrapó la cola de una serpiente venenosa. La serpiente veloz mordió a la mujer, el granjero la llevo inmediatamente al hospital, ella volvió con fiebre alta. El granjero para reconfortarla le preparo una nutritiva sopa, agarro el cuchillo y fue a buscar el ingrediente principal: la gallina; como la mujer no mejoró los amigos y vecinos fueron a visitarlos, el granjero mató al cordero para alimentarlos, la mujer no mejoró y murió, el esposo vendió la vaca al matadero para cubrir los gastos del funeral. La próxima vez que alguien te cuente su problema y creas que no te afecta por que no es tuyo y no le prestes atención, piénsalo dos veces, el que no vive para servir no sirve para vivir. El mundo no anda mal por la maldad de los malos sino por la apatía de los buenos. Así que cuando alguien necesite de ti por sus problemas tiéndele la mano o dale una palabra de aliento. Que no te falte nunca la empatía !!! Comentários

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Folklore - Alma do povo

Mostra Etnográfica na Camacha, a 3 e 4 de setembro próximo. Em breve, a Camacha é de novo o palco da Mostra Etnográfica Camacha de ontem – Madeira de Sempre. Na sequência do excelente desempenho logo na estreia, (em 2019) que levou os responsáveis governamentais a classificá-la de Evento de Interesse Regional, a ADESCA – Associação para o Desenvolvimento Social e Cultural da Camacha decidiu reapresentar candidatura à realização da Mostra Etnográfica acima aludida, de que é a entidade organizadora. A Mostra Etnográfica apresenta usos e costumes, equipamentos, ferramentas, trajes, relativos aos séculos XIX e XX, quer da Vila da Camacha, quer de toda a Madeira, que se revê neste evento. A Mostra Etnográfica reproduz com fidelidade, genuinidade e autenticidade um passado relativamente recente, trazendo à memória de muitos ou à aprendizagem de outros, a forma como os habitantes que foram chegando e cá nascendo se adaptaram às circunstâncias orográficas e climatéricas, às influências e produtos que foram aqui aportando. A Mostra compõe-se de dois eventos, para além da gastronomia presente: A – Cortejo Etnográfico No sábado, dia 3 de setembro, a partir das 17h30, sai do início da Rua Maria Ascensão, junto à bomba de combustíveis, o Cortejo Etnográfico, com 9 carros alegóricos e centenas de figurantes, que se dirigem até o Centro da Freguesia, o Largo da Achada. A elaboração dos carros alegóricos está entregue à enorme criatividade de grupos e instituições da Freguesia. Os grupos e instituições participantes aceitaram o desafio de saírem da sua zona de conforto e normalidade para, a partir do facto de estarem envolvidos numa dinâmica de vivências comuns, de origem cultural, educacional, social ou recreativa, assumirem a representação dum tema que lhes é sugerido, criando-o com arte, engenho, autenticidade, graça, motivação e alma. E completamente à sua responsabilidade e criatividade, no respeito pelas orientações da Entidade Organizadora, a ADESCA, e pelo rigor e veracidade da representação, desenvolvem o seu próprio projeto. O Cortejo terá nove carros alegóricos: Haverá figurantes nos carros e muitos a pé, complementando a figuração dos carros, numa totalidade de cerca de 400. Haverá corsas puxadas à mão, cestos à cabeça, cajados aos ombros, jogos de rua… Uns trajarão à «rica», simbolizando visitantes e turistas, outros à maneira popular, quer de cerimónia, quer de esforço e trabalho. O público presente será convidado e desafiado a interagir. Depois da chegada ao Largo, os carros ficarão em exposição em terreno a oeste do Largo, que tem sido parque de estacionamento, em dias de ajuntamento e aí será realizado um grande bailinho madeirense, com figurantes e visitantes. B – Domingo, 4 de setembro A Missa das onze terá a participação de muitos em trajes do século XIX e XX, os cânticos serão de antigamente. A partir das 11h00 o recinto estará aberto para a gastronomia, mas também para a visita e participação. Estarão instalados currais, com animais vivos e bem cuidados, haverá mesas para torneios usuais nas vendas, tascas e casas da freguesia, execução e venda de artesanato, jogos tradicionais. Momento alto da tarde de domingo, dia 4, pelas 16h00 horas. A função do porco. Chegará ao recinto cadáver, morto previamente em matadouro, com respeito pela dignidade animal, e ali se procederá à «função do porco», que consiste em executar todas as etapas necessárias à preparação dum porco para consumo caseiro. Ao longo da tarde de domingo, haverá atuações de grupos, despiques espontâneos, muita animação e interação, gastronomia tradicional, para uma tarde inesquecível de regresso ao passado, presente nas vivências que ainda fazem parte do nosso quotidiano.

Cisma à vista?

A Igreja Alemã está a refletir como poderá e deverá ser o seu Caminho Sinodal num próximo futuro. Não apenas ela, mas toda a Igreja Universal, incluindo a do Funchal, que já completou um relatório enviado para a Conferência Episcopal Portuguesa e, depois, para ser examinado em Roma. Será que o Caminho Sinodal Alemão será semeado de problemas e espinhos tão graves que, alguns julgam que ele está a mudar a face da Igreja e gere um cisma? É certo que desde o século XIX, as igrejas na Alemanha têm um Estatuto que lhes permite receber por via dos impostos do Estado, um valor pago por cada fiel registado na sua religião, que lhes tem permitido um funcionamento diferente dos outros países, como sucede em Portugal. O Bispo W. Kempf, que tomou parte no Concílio Vaticano II, ao voltar de uma das reuniões na Alemanha, veio escandalizado por alguns casos e pela forma como tinham decidido todos juntos. Um Sínodo em Wurzburg, entre 1971 e 75 apostou na criação de assistentes pastorais e paroquiais de leigos, homens e mulheres, para exercerem trabalhos pastorais em conjunto com os párocos e bispos. Os leigos estudaram Teologia para obterem a Licenciatura, além de três anos de formação prática nas paróquias ou dioceses, antes de iniciarem o seu trabalho, sem nunca distinguirem entre homens e mulheres. Infelizmente, alguns casos de abusos sexuais de clérigos e outros problemas, levaram a que milhares de fiéis deixaram de declarar pertencer à igreja Católica, o que provocou diminuição nas missas dominicais e no financiamento do Estado que, deixou de pagar os impostos referentes aos que deixaram a sua confissão religiosa. Este cenário aparece agora no Caminho Sinodal, onde se pede aos fiéis para não abandonarem a Igreja, tanto mais que o seu número diminuiu, como sucede também entre nós, mas por outros motivos. O Caminho Sinodal continua a ser percorrido. Um diácono português que vive na Alemanha desde 1991, com trabalho permanente, afirma: “Toda a vida fiz trabalho pastoral e preguei nas missas, preparei pessoas para casamentos e batizados... pelo que eu resolvi enveredar por esta vocação”. O Caminho Sinodal tem quatro temas principais: participação e separação de poderes na Igreja, moral sexual, forma de vida presbiteral, mulheres nos ministérios e ofícios da Igreja. Reúnem-se em pequenos grupos presenciais, na sala estão sentados pelo seu apelido, tem um bispo ao lado de um jovem, um tradicionalista ao lado de um progressista. Tudo é transparente, com transmissão direta das sessões, e muitos comunicados de imprensa. Na Alemanha cada paróquia, ou diocese, tem um conselho pastoral com leigos que aconselham e tomam decisões em conjunto com o pároco, vigário ou bispo, que não podem ir contra as decisões tomadas, a não ser uma decisão contrária ao magistério da Igreja. O que pode dividir as pessoas são questões pastorais, humanas e visões diferentes, nunca questões dogmáticas. Apesar destes princípios, diz-se “há questões que podem correr o perigo de um cisma”. Uma carta assinada por 70 bispos de todo o mundo, apresentou a situação alemã anormal, sobre a aceitação de casais homossexuais, o fim do celibato obrigatório, o papel das mulheres na Igreja, matérias que deveriam ser aprovadas em Roma. Alguns apelam para a obediência ao Papa, mas sugerindo uma maior abertura para aquilo que fazem agora, que não está contra o Direito canónico, ou seja, a permissão de “leis canónicas regionais,” que permitam uma situação diferente. Na Alemanha a Igreja tem perdido alguma importância, desceu o seu número para abaixo dos 50% nos últimos anos. O principal, dizem outros, é Jesus, se acreditamos que está vivo, o Senhor que celebramos na Páscoa, o Ressuscitado. Onde está Ele na Alemanha, pergunta uma teóloga: “Está nos refugiados, nos imigrantes, e até mesmo naqueles que não são cristãos, os que são descartados pela Igreja. Temos de descobrir Deus fora da Igreja”. Não devem esquecer que Jesus disse a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja...” Tive a missão de visitar centenas de vezes os nossos emigrantes na Alemanha, de orar com eles e alemães em conjunto, realizar procissões a Nossa Senhora de Fátima ou locais, de crismar, pregar retiros a religiosas, encontros com cardeais, bispos, párocos, para protegerem e darem trabalho a emigrantes, a participarem nas suas festas, aconselhar e pedir a religiosas para trabalharem em casas de terceira idade e hospitais na Alemanha. Desde jovem estudante passei férias a apreender alemão, recordo uma senhora idosa, doente e piedosa que me ensinou a rezar a Avé Maria na sua língua, que ainda a rezo algumas vezes, de passar férias nas paróquias, a celebrar e cantar missa em latim. Tive muitas famílias alemães amigas, recebi-as muitas vezes em Roma no Colégio Português, visitado várias vezes pelo Cardeal Ratzinger, recebi da diocese de Colónia, através de Mons. Michel, o suficiente para o quarto andar do Colégio Português, a oferta para as despesas totais da nova Cúria Diocesana do Funchal, e do Mosteiro, igreja e casa de oração para as Clarissas madeirenses na cidade de Nova Iguaçu, junto ao Rio de Janeiro. Tive ótimos professores alemães de Teologia e Sagrada Escritura em Roma, e alunos alemães em todas as universidades onde estudei. Confio e peço a Deus e à Virgem Maria para que o Caminho Sinodal ainda será ocasião de grande união com o Papa Francisco e um sinal de respeito e amor fraterno para com o grande Papa Emérito Bento XVI. Senhor congregai-nos e dai-nos a felicidade da União.

domingo, 3 de julho de 2022

Erros do passado por causa de interesses inconfessáveis....

1821: O REGRESSO DO REI D. JOÃO VI Há 201 anos, o rei D. João VI regressou a Lisboa, depois de quase 14 anos de permanência da corte no Brasil. Repetidas Salvas das Fortalezas, do Castello, e Embarcações de guerra, anunciarão aos heroicos habitantes desta Capital a feliz chegada do nosso Rei Constitucional. S. M. entrou neste porto a bordo da Náo D. João VI seguida de outras embarcações de guerra e mercantes: tendo todas fundeado defronte da Cordoaria (Diário da Regência, n.º 156, 4.ª feira, 4 de julho de 1821, p.20) Após o triunfo da Revolução Liberal em 1820 (reunindo-se os movimentos revoltosos do Porto e de Lisboa no Rossio, a 1 de outubro), foram convocadas Cortes Constituintes, das quais haveria de resultar a redação de uma Constituição (1822). As reuniões iniciaram-se a 26 de janeiro de 1821, sendo uma das principais queixas a permanência da família real no Brasil. Pressionado pelas decisões em Portugal e por um processo constituinte não controlado, D. João VI partiu do Rio de Janeiro em abril e chegou a Lisboa a 3 de julho de 1821. A viagem pelo Atlântico fez-se na nau D. João VI e, com o monarca, voltavam a Portugal cerca de 4.000 pessoas, consumando-se assim a transferência da capital do reino, do Rio de Janeiro para Lisboa. Terminava, desta forma, a aventura de comando de um império ultramarino por uma monarquia europeia sediada no Novo Mundo, processo iniciado em novembro de 1807, ante a iminência de invasão do país pelas tropas napoleónicas. A 3 de julho de 1821, a comitiva concentrou-se na área da Junqueira, mas a entrada solene de D. João VI na cidade só se fez no dia seguinte, no Cais do Terreiro do Paço, onde o monarca foi formalmente recebido por uma delegação representativa das Cortes. O antigo Terreiro do Paço (Praça do Comércio) era ainda o local onde se procediam às chegadas de aparato na cidade, ato que foi revestido de pleno simbolismo e solenidade. O rei aceitou reconhecer a autoridade das Cortes na governação do reino, assumindo o Diário da Regência o regresso do rei constitucional, muito antes de ser conhecida a versão final da Constituição. Imagem: Desembarque d' El Rei Dom João VI Constantino de Fontes, gravador (1777-1835) Século XIX, 2.º quartel Gravura …

sábado, 2 de julho de 2022

Currente Calamo! (Ao correr da pena...)

Ao correr da pena Por Eleutério Gouveia Sousa Ao correr da pena, histórias e vivências que não "volverán!" Sempre que possível procuro ser otimista! Nasci em uma ilha (Madeira) e o mar, tão perto, nos dá aquela amplitude que ultrapassa a exiguidade da terra firme.... A imaginação nos leva a lugares remotos como a querer materializar "outras terras, outras gentes", alicerçada por uma cultura marinheira que nos acompanha desde a infância nos livros do ensino primário e relatos de emigrantes quase sempre conhecidos, que se aventuraram para outros lugares.... A caravela e a cruz de Cristo são uma identidade de nós, portugueses! Sulcar as ondas, enfrentar tempestades, faz-nos possuir uma têmpera inquebrantável que parece ser um DNA próprio de uma raça.... O mar, que nos alimenta a Saudade, nas brisas e calmarias, entre horizontes misteriosos e nuvens tormentosas que anunciam uma tempestade, nos ensina a enfrentar as adversidades quase sempre sozinhos.... As novas terras, mais do que uma conquista em si, passam a ser um novo lar onde nos alicerçamos e formamos família, procurando sempre passar a nossa identidade..... Sinto que a vida me escapa, que esta aventura nos trópicos é uma memória pessoal, mas, com certeza, alimentada por uma nostalgia especial de tempos idos em uma Ilha maravilhosa, tranquila, que, em dia aziago deixei para seguir a aventura que me chamava desde "terras ignotas" mas que passaram a fazer parte do meu DNA, também!