sexta-feira, 26 de julho de 2013

Disparidad de opiniones....

sssocialismo o muerte
sssocialismo o muerteEl lenguaje diplomático, aunque distante y calculado, deja entrever los cambios de época. Recuerdo que durante años podía predecirse cada palabra que los presidentes extranjeros decían una vez llegados a Cuba. En el guión de sus discursos no podía faltar la frase de “la inquebrantable amistad entre nuestros pueblos…”. Tampoco se ausentaba un compromiso de sintonía total entre los proyectos políticos del mandatario visitante y su contraparte de la Isla. El camino era uno, los compañeros de ruta no podían desviarse un milímetro de él y así quedaba claro en sus declaraciones. Eran tiempos de parecer un todo compacto, sin matices, sin diferencias.
Sin embargo, desde hace algunos años, las expresiones de quienes arriban invitados por la parte oficial se han transformado. Se les escucha decir que “aunque hay puntos que nos separan, lo mejor es encontrar aquellos que nos unen”. Las nuevas expresiones incluyen además la aclaración de que “representamos una diversidad” y de que “confluimos en el trabajo en conjunto, manteniendo nuestra pluralidad”. Evidentemente, las relaciones bilaterales en este siglo XXI ya no se conciben acompañadas de un discurso monocromático y unánime. Exhibir la variedad se ha puesto de moda, aunque en la práctica se haga una estrategia de exclusión y negación de la diversidad.
José Mujica ha agregado un nuevo giro al habla de los presidentes recibidos en el Palacio de la Revolución. Ha recalcado que “antes había que rezar el mismo catecismo para juntarnos y ahora, a pesar de las diferencias, logramos unirnos”. Los incrédulos espectadores de la televisión nacional nos preguntamos inmediatamente si la doctrina a la que se refiere el dignatario uruguayo será el marxismo o el comunismo. Según se evidencia ahora, dos presidentes pueden estrecharse la mano, cooperar, salir juntos en una foto sonrientes, aún teniendo ideologías disímiles o encontradas. Una lección de madurez, sin dudas. El problema –el grave problema- es que esas palabras son dichas y publicadas en una nación donde los ciudadanos no podemos tener otro “catecismo” que no sea el del partido en el poder. Un país en el que de manera sistemática se divide a la población entre “revolucionarios” y “apátridas”, a partir de considerandos puramente ideológicos. Una Isla, cuyos gobernantes azuzan los odios políticos entre la gente sin asumir la responsabilidad por esas semillas de intolerancia que siembran, riegan y abonan conscientemente.
La diplomacia cubana es así. Acepta escuchar en un visitante extranjero, lo que jamás le permitiría decir al que nació en esta tierra.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A manifestação

Estava fabricando umas bombinhas a partir de  uma receita encontrada em um livro de culinária de 1914 quando o lugar onde me encontrava, explodiu!...
    -Eh, pá...Era bom para isto e não sabia!...Quero aproveitar esta descoberta e aplicá-la para ganhar dinheiro, pensei comigo mesmo...Mas, tenho que ter cuidado....Mas, por outro lado, se os grandes produtores de leite em caixinha não foram condenados pela soda que puseram lá, porque o seria eu?
Ah, já sei!....Vou às manifestações!....Aquela gente toda deve estar varada de fome, coitados! E vão arregalar os olhos quando virem minha bombinha....(vou até fazê-la menorzinha e faturar algum...(acho que não tem concorrência!)....
      Cheguei à porta da manifestação, bem cedo, às 5 da manhã, pois estava sabendo que se chegasse atrazado iriam descontar-me o dia...e, talvez, um gancho de diversos dias e eu não poderia perder uma oportunidade dessas!...Pensei, se a manifestação virar uma guerra, vou levar uma égua e assim vou montado, quem sabe, me dão um cargo de chefe!..Minha mãe perguntou, para que eu levava uma égua....
    - Pois  é, mãe! Sei que está preocupada, mas a pé é muito complicado!...
    - Mas por lá, na manifestação, não há éguas? Normalmente, numa guerra, as éguas são de graça!....Vais levar a égua da vizinha, vou pedir pra ela...sabe-se lá quanta gente já montou as éguas da manifestação! (as mães sempre querem o melhor para os filhos!) 
Cheguei, como disse, à porta da manifestação, como disse, bem cedo....Já tinha alguns pela-gatos por lá desconfiados e eu foi-me chegando e perguntei a que horas abria a manifestação. Disseram-me, lá pelas 10 horas....E eu com minhas bombinhas para dar a experimentar a quem ia aparecendo....(sabe como é, a promoção é a alma do negócio).
Por via de dúvidas perguntei contra quem era a manifestação, se tinha uniforme, etc. Disseram-me que aquilo era meio amador mas que iam ver no que ia dar....(pelo menos, tinha gente para fazer o meu negócio!)....Aí, apareceram as éguas, mas como eu já tinha a minha, fiquei de olho a ver se não me iam saqueá-la...
    Fiquei esperando a manifestação abrir - um tédio - e lá fui eu com minha égua e minhas bombinhas...
                                 (Continua....)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Um cão chamado menino...

Um cão chamado menino.
Fiz de tudo pra enquadrá-lo
Em meu humilde repente,
E, com grandeza, torná-lo
Um ser bonito e decente...

Com seu jeito acelerado,
Respiração ofegante,
Quando  ouve um chamado,
Lá vem ele adiante....

Forte, robusto,
 também...
Um cardápio muito bem balanceado:
Presunto, pão, muçarela,
 bebida láctea, carne branca, peixe,
Bolacha, então...
Vem de feixes.

Qualquer dia desses
vai sair nas passarelas....
E o que deseja mais um cachorro, da vida?
“a sua "intenção" tem ração,
que a própria ração desconhece!”

Perfil arredondado,
Patas escorregando,
Não sei se é o peso dos anos,
Só sei que é por demais engraçado.
É tanta a mordomia!

Só não tem aniversário
porque ninguém sabe o dia.
E ainda tem gente
 que diz levar uma vida de cão!...
.
Esse, não... Esse leva vida de rei.
E agora que foi traçado o seu perfil......
Identidade?...
 Ninguém sabe, ninguém viu,
De onde esse bicho saiu.

É... Tem jeito pra candidato...
O que ele disputa a ração!...
 Comer que é bom... Nada!...

Mas defende seu território,
Não deixa ninguém entrar.,
Banheiro?... Só pra se banhar,
Porque o resto!.

. “mictório” ?
Isso é em qualquer lugar...
Ele só não viaja pro exterior,
Porque não encontra saída.

Anda por um corredor
E tá sempre dando batidas....

Mas tem uma coisa... Pode não ser viajado...
Em escola nenhuma estudado.
Ninguém saber seu passado...
Mas, ôh sujeitinho folgado!!!!!!!!!

Quando batem palmas, lá vem ele,
Se escorregando pra todo lado,
Cego de um olho, Ninguém diz que aquilo é cão,

“Inté” parece Lampião surgindo lá no cerrado!
Lá vem ele, todo trincheiro,
Com uma pinta de valente!...
Cambaleia, cambaleia!... Sei não!
Umas doses de aguardente
 o bicho deve ter nas veias!...
.
Martha Rosa.

Cambará, 6 de junho de 2013

domingo, 2 de junho de 2013

nossa língua é latina....

palavras latinas idêndicas ao português

Captiva -cativa, escrava
dictadura - ditadura
familia - familia
fossa - fossa, buraco
iracundus - colérico, iracundo
sepultura - sepultura
laurea - laurea, laureado, premiado
pugna - pugna, inexpugnável, invencível

insula - ilha (insular) peninsula (quase ilha)....Pen é grego (significa quase....)
Praeda - presa (predador - se alimenta de presas)saevitia - sevícia (injuria...)
pudicitia - pudicícia (pudor... não existe mais....) castidade...
dominus - senhor....dominar (tornar-se senhor)nummus - dinheiro (numismática)
Humus - terra (humus)
vir - homem (virilidade)

Com o tempo iremos dando em dóses esta matéria interessante...Quando menos se esperar haverá um vocabulário extenso à disposição com sua origem e propriedade...

Bom estudo!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

aulas de latim

Aulas de Latim

Para que serve a etimologia?

Uma pequena ajuda na construção etimológica do nosso idioma


                                                                   I Capítulo

Puella cantat - a menina canta

Puella cantat - Magistra educat -Aquila volat - A menina canta - A mestra ensina - A águia voa

Puellae cantant - Magistrae educant - Aquilae volant - As meninas cantam - As mestras educam - As águias voam

Discipula saltat - Poeta recitat - Agricola laborat - A discipula salta - O poeta recita - O agricultor trabalha

Ranae natant - Reginae regnant - Nautae navigant - As rãs nadam - As rainhas reinam - Os nautas navegam

Etimologia (étimo ou linguagem+logia - estudo)  - estudo da linguagem

Cantare - verbo cantar - magistra (mestra), vem de magister (mestre), magistral, magistrado, mestrado....
educare - educar, aquila - águia  (aquilino) ex. nariz aquilino.....Volare....voar - ex. volátil....
recitare...recitar - poeta - poeta rana - rã (ranário) laborare, trabalhar....ex. laboratório....lugar onde se trabalha em alguma coisa...Regina (rainha)...nome próprio...

Pode-se ver que dá para entender este idioma pois é a base do nosso!...Pouco a pouco iremos decobrindo esta matéria paixonate que é a etimologia e a filologia...(fio, linha do idioma)...

...tem mais...










quarta-feira, 29 de maio de 2013

Uma nota de amor!....


                                        Uma nota de amor!....

Há uma nota suave...
Um trilar no jardim...
E uma rosa vermelha,
Contente, chama por mim....

Pois seu chamado assemelha,
A um toque de clarim,
Que a um recruta desperta,
De um sonho que não tem fim.....

Um sonho não recheado,
Um sonho que leva ao topo,
E faz da alma um sopro,
Com aroma de pecado....

E a rosa, encantada.
De orvalho, serenada...
É uma rosa encarnada,
Há tempos espera por mim.

Um desejo que lamenta,
Um beijo que lhe sustenta,
Pois a ti, rosa, não nego...
Só tu, preenches meu ego

Martha Rosa

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Incompetência costumeira..



O que sucedeu




Paul Krugman escreveu que «durante os últimos anos, a comparação entre os desenvolvimentos económicos na Europa e nos Estados Unidos tem se assemelhado a uma corrida entre os mancos e os coxos – ou, se preferirmos, um concurso para ver quem consegue asneirar mais na resposta à crise».
A Europa estabeleceu uma moeda comum entre vários Estados. Com a vantagem de baixar os custos económicos e assim facilitar o planeamento económico, mas com a desvantagem de cada um desses Estados não poder esgrimir a desvalorização da sua moeda para se ajustar a um choque económico como actualmente se vive.
Mais. Só faz sentido os países terem uma moeda comum, se houver um grande volume de trocas comerciais entre si.
De facto os Estados do euro fazem sessenta por cento do seu comércio entre si, mas falharam outros dois critérios importantes, a integração orçamental e a mobilidade laboral.
De início, as dívidas dos países do sul europeu eram consideradas quase tão seguras como as dos nórdicos. Os custos dos empréstimos foram tão favoráveis que o que parecia um grande «boom» económico logo se transformou num «boom» desastroso.
Porquê? Porque os bancos do sul não tinham depósitos suficientes para sustentar todos os empréstimos que passaram a fazer, indo buscar esse dinheiro, por empréstimo, ao núcleo financeiro forte europeu. Saíram enormes massas de dinheiro do norte e centro europeus, para um sul então em expansão económica.
Como explica Paul Krugman, «estas entradas de capital alimentaram «booms» que por sua vez conduziram à subida dos salários: dez anos após a criação do euro, os custos Unitários da mão-de-obra (salários ajustados pela produtividade) subiram cerca de 35% no sul da Europa, em comparação com uma subida de uns meros 9% na Alemanha. A produção no sul da Europa deixou de ser competitiva, o que por sua vez levou os países que estavam a atrair gigantescos influxos de dinheiro a começarem a incorrer em défices comerciais igualmente gigantescos. E, de repente, o euro teve de enfrentar um gigantesco choque assimétrico que se agravou ainda mais devido à ausência de uma integração orçamental (...).
As receitas baixaram imenso, juntamente com baixas na produtividade e no emprego; os gastos com os subsídios de desemprego dispararam; e os Governos ficaram na difícil situação de precisarem de efectuar dispendiosos resgates bancários, já que tinham garantido não só os depósitos mas também, em muitos casos, as dívidas em que os seus bancos tinham incorrido junto de outros bancos em países credores. Por conseguinte, a dívida pública e os défices dispararam e os investidores começaram a ficar nervosos». Fim de citação.
O mesmo Krugman fala da «grande Ilusão da Europa»: a crença de que a crise foi especialmente causada pelos enormes défices orçamentais e pelo grande endividamento.
Ora, a crise resulta da ausência de integração orçamental na zona euro, da pouca mobilidade territorial na Europa dos seus mercados laborais e da falta de uma moeda própria.
Mas nem o Banco Central Europeu quis emitir muito mais moeda para o ajustamento económico europeu, nem a Alemanha aceitou qualquer processo inflacionista que até lhe poderia permitir chegar ao pleno emprego também pela via do aumento da procura exterior das sua produções.
A Islândia sobreviveu ao desastre financeiro porque tinha moeda própria, desvalorizou-a na altura oportuna (25% em relação ao euro) e recuperou a competitividade pela baixa dos salários via inflação, sem lhes tocar.
Isto já não podem fazer os países em crise na zona euro, por falta de moeda própria, com os défices a disparar, a mergulharem na deflação e recessão, sujeitos às consequências do pânico generalizado dos investidores que se querem salvar de um incumprimento da dívida.
E volto ao Professor Krugman: «Os Governos dependem da sua capacidade de renovar grande parte desta dívida, vendendo novas obrigações para pagar as anteriores. Se, por alguma razão, os investidores se recusassem a comprar novas obrigações, mesmo um Governo basicamente solvente poderia cair no incumprimento.(...)
(...) Poderia acontecer a qualquer um dos países que agora fazem parte da zona euro, que não podem contar com o Banco Central Europeu para lhes prover dinheiro numa emergência. E se um país da zona euro se visse forçado ao incumprimento por causa deste tipo de escassez de dinheiro, poderia nunca mais conseguir pagar a totalidade das suas dívidas.
Isto cria imediatamente a possibilidade de uma crise autorrealizável, na qual os receios dos investidores quanto a um incumprimento em resultado da escassez de dinheiro, os levariam a evitar adquirir obrigações desse país, desencadeando assim a própria escassez de dinheiro que tanto receiam». Fim de citação.
Claro que qualquer país romper agora com o euro:
-apanhava com uma corrida insustentável aos seus bancos;
-o regresso da moeda nacional acarretaria prejuízos graves em relação ao valor dos depósitos, às dívidas e aos contratos em euros;
-comprometeria o futuro da Europa e algumas das suas próprias democracias.
Para evitar isto:
-o Banco Central Europeu (BCE) tem de produzir mais moeda e intervir mais, sobretudo comprando obrigações dos Governos da zona euro, para garantir que não haverá pânico nos mercados porque, assim, os Governos não vão ficar insolventes;
-mais competitividade, com um aumento da procura de bens por parte dos países com excedentes orçamentais, sobre os países com défices orçamentais;
-uma inflação moderada (nunca superior a 5%);
-mais disciplina orçamental nos países em dificuldade, cortando nas «gorduras do Estado», em vez de diminuir a capacidade da procura.
E termino, voltando a transcrever Paul Krugman: «os casos mais extremos - Grécia, Portugal e Irlanda – continuam impedidos de aceder aos mercados de capital privado. Por conseguinte, têm dependido de uma série de programas de empréstimo criados de improviso pela «troika» constituída por governos europeus mais fortes, pelo BCE e pelo Fundo Monetário Internacional. Infelizmente a «troika» tem fornecido pouquíssimo dinheiro e demasiado tardiamente. E, em resultado destes empréstimos de emergência, tem-se exigido aos países deficitários que imponham programas imediatos e draconianos de cortes nos gastos e subidas de impostos, programas que os afunda em recessões ainda mais profundas e que são insuficientes mesmo em termos puramente orçamentais à medida que os economias encolhem e causam uma baixa de receitas fiscais.
Entretanto, nada tem sido feito para providenciar um ambiente em que os países deficitários possam dispor de um caminho plausível rumo à recuperação da sua competitividade. E à medida que os países deficitários são empurrados para uma austeridade selvagem, os países excedentários têm-se empenhado em programas próprios de austeridade, minando assim as esperanças de um crescimento das exportações. E, longe de aceitar a necessidade de uma inflação ligeiramente superior, o Banco Central Europeu ainda subiu as taxas de juro na primeira metade de 2011 para evitar a ameaça de inflação que existia nas mentes dos seus dirigentes, só posteriormente invertidas essas taxas, após grandes danos causados».